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Trabalhos em altura: 7 erros que acabam em queda

As quedas em altura continuam entre as principais causas de acidentes mortais. Estes são os erros que mais vemos no terreno.

As quedas em altura estão entre as principais causas de acidentes de trabalho mortais, sobretudo na construção. Quase todas podiam ser evitadas. Estes são os erros que mais encontramos.

1. Começar pelo arnês

O arnês é a última linha de defesa. Primeiro elimina-se o trabalho em altura sempre que possível; depois, protege-se coletivamente (guarda-corpos, redes, andaimes); só depois se recorre à proteção individual.

2. Ancorar onde calha

Um tubo, uma caleira ou um guarda-corpo não são pontos de ancoragem. A ancoragem tem de resistir à força de uma queda e estar identificada ou ser um dispositivo conforme à EN 795.

3. Ignorar a zona livre

Com um absorvedor de energia, a queda precisa de vários metros para ser travada. Se não houver altura livre suficiente por baixo, o trabalhador bate no chão ou numa estrutura antes de o sistema atuar.

4. Ancorar abaixo dos pés

Quanto mais baixa a ancoragem, maior o fator de queda e a força sobre o corpo. A ancoragem deve estar, sempre que possível, acima da cabeça.

5. Arnês mal ajustado ou sem inspeção

Fitas soltas, costuras danificadas ou conectores que não fecham são falhas frequentes. O equipamento deve ser inspecionado antes de cada uso e verificado periodicamente por pessoa competente.

6. Não ter plano de resgate

Um trabalhador suspenso no arnês pode sofrer trauma de suspensão em poucos minutos. Antes de subir, tem de estar definido como se faz o resgate — e não pode depender só dos bombeiros.

7. Trabalhar sozinho

Em trabalhos em altura, alguém tem de saber onde está o trabalhador e poder dar o alerta.

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